---------x para cada um que lê, um tipo de interpretação.
Havia uma crônica em seu pensamento, seu cenho franzido e seus olhos curtos, agitados. Perseguia tudo e todos, cada movimento sem faltar nenhum detalhe, se o perdia corria pra vê-lo e detalha – lo em sua mente. Desastrosamente deu-lhe com a cabeça em uma árvore, tantos movimentos ríspidos não poderiam resultar em coisa boa, mas é claro que não.
Desacordada por algum instante extenso, muitos rodavam e continuavam a rodar ao seu redor, e nada acontecia nada mais que ignorarem-na ali, exceto por um incrivelmente belo e esbelto, ao mesmo tempo forte e sofisticado, bem arrumado e elegante, simples. Parou, hesitou por um pequeno instante, observou, rondou e rondou inúmeras vezes, ajoelhou, perdeu-lhe o tempo e a segurou pelos braços, colocou - na em um banco próximo, tentou medir sua pulsação, entendia pouco de medicina, viva.
O que aconteceu entre aquele momento e o seguinte é curto, indiferente, pouco importante, o que vem a seguir talvez deva interessar mais a quem lê. Seus pés pareciam mais pesados e ela podia sentir o chão, seu corpo estava firme e sua mente reposta e descansada, arrumou-lhe o cabelo e deu a mão a aquele belo rapaz, pouco o conhecia e isso pouco importava naquele momento, no fundo, o que ela queria era sair dali.
Nenhum comentário:
Postar um comentário