11 de jul. de 2010

isn't correct

---x diálogo chato, meloso, triste e deprimente. É só um aviso, e mais nada.

Algumas palavras precisavam ser trocadas pra que, talvez, tudo ficasse correto. Ela estava debruçada em sua cama, olhando para o teto como se ele contivesse estrelas brilhando, pegou o celular em cima da sua mesa de cabeceira, digitou os números decorados à meses do celular dele e aguardou, leu novamente o que digitara, olhou pro botão “send”, e fez isso mais duas vezes, incompreensível e aflita. Não pode resistir, ela precisava tentar, ao menos uma ultima vez, mesmo que fosse em vão, todos merecemos tentar, isso é humano não é mesmo?

A chamada estava apenas começando, o celular dele vibrara em cima de sua cama, no hotel, ele estava lavando o rosto, enxugara o rosto e caminhara rapidamente até chegar lá, vira o nome dela no visor de seu celular, o segurou com força entre seus dedos alongados e finos, olhou uma vez para cada opção: “atender”, “ignorar”. E resolveu atender, ele no fundo, queria ouvir o que ela tinha a dizer.

- Alô?

- Oi, desculpa estar ligando, seria melhor eu desligar! – ela se agitou.

- Não, espera.

- O que foi?

- Você me ligou! Você quer falar algo pra mim, pode falar. – ele parecia compreender ela, ou pelo menos fingia muito bem.

- Não é nada, pode ir, mesmo.

- Fala!

- Olha, eu sinto muito a sua falta, eu preciso de você aqui comigo de novo, preciso de você me abraçando mais uma vez, dizendo que vai ficar tudo bem, mentindo ou me fazendo rir, eu preciso que você volte, eu NECESSITO de nós juntos novamente. – ela soluçava entre as palavras, e suas lágrimas começaram a pingar em sua camiseta rabiscada.

- Nossa, eu... – ele parecia mentalmente, e fisicamente assustado e sem ação.

- Espera! Eu não terminei ainda.

- Tudo bem, continue.

- Eu sempre gostei de você, desde o maternal, desde quando eu sentia dor de dente porquê eles estavam nascendo, desde que você jogava tinta em meu uniforme e não há razão maior pra você ficar perto de mim, do que eu precisar de você pra viver, pra ser feliz. Acho que, terminei.

- Me desculpe, eu não tenho o que dizer, de verdade.

- Não diga nada, simplesmente entenda e desligue em minha cara, seria uma atitude normal, eu entenderia.

Ela se levantou, sentou no canto do seu quarto, segurou o telefone com força, cruzou as pernas e as segurou, ela sabia que não adiantaria nada aquilo.

- Eu estou viajando daqui a pouco, chego ai de noite. Meus pais anteciparam a volta, eles têm um compromisso.

- Isso é bom, eu acho.

- Fique tranqüila, eu só lhe peço isso, por favor, se acalme. À noite eu falo com você, preciso fechar as malas, um beijo.

O telefone fora desligado, e as lágrimas chegavam até o tapete, dessa vez.

As horas passaram lentamente, o sol ia abaixando sua intensidade, até não ser visto mais, dando lugar a uma lua brilhante e redonda, bem no alto do céu.

Eram oito horas da noite, sua mãe batera na porta e a chamara.

- Desce que tem alguém querendo falar com você, rápido, e limpa esse rosto!

Ela não fazia idéia de quem fosse, limpou o rosto e desceu as escadas rapidamente. Abriu a porta e não encontrou ninguém, foi andando pelo jardim e viu alguém de costas, com um jeans bonito, tênis da Oasklen, capuz cinza. Foi até lá, com receio.

- Oi?

Ele se virou, a assustando. Sentaram-se sobre a grama fofa e gelada e se encararam por alguns segundos.

- O que veio fazer aqui?

- Eu vim conversar com você, acertar tudo entre nós, era necessário.

- Tudo bem, mas já é de noite e você acabou de chegar de viagem.

- Eu não me importo. – ele a beijou rapidamente pra calar qualquer palavra próxima.

- Por que fez isso, quer me ver sofrer mais do que já estou? – uma lágrima escorreu, involuntária.

- Porque eu gosto de você e eu também senti sua falta e meus pais não estão aqui, eu vim sozinho, eu pedi pra minha mãe, eu disse que havia milhares de problemas aqui e ela autorizou minha volta adiantada, pediu pra minha avó ficar comigo enquanto eles não chegam, eu vim por você, por favor, não fique brava, é bem típico seu. – ele limpara a lágrima dela.

- Eu não vou ficar brava, mas você se precipitou, isso foi errado.

- Eu não me importo, eu quero você e quero agora.

Ele avançou para beijá-la, mas ela recuou.

- O que foi? O que aconteceu dessa vez?

- Eu te amo, muito. Eu quero você, muito também. Mas eu não posso fazer isso de novo.

- Isso o que?

- Ficar com você!

- Mas por quê?

- Porque é sempre igual, a gente fica, você diz que me ama, eu fico esperando você e nada acontece. Você pede desculpas, eu aceito, digo que te amo, a gente fica de novo, É SEMPRE ASSIM, EU NÃO SUPORTO ISSO, NÃO QUERO ISSO PRA MIM.

- Mas você me quer.

- Eu quero, mas eu prefiro não te ter, a ter você assim novamente.

Ela se levantou, correu em direção à porta e a bateu. Foi para seu quarto e não fazia idéia do que estava acontecendo, não mesmo.

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